sábado, 21 de novembro de 2009

Autismo e Epilepsia

Em novembro de 2008, Gábi teve algumas “crises” onde ficava parado, com pupilas dilatadas, não responsivo, cianótico...imediatamente entrei em contato com o neurologista que o acompanhava e descobri que eram, na verdade, epilepsia. Iniciamos medicação e graças a Deus essas crises foram controladas.

Agora, no início de novembro, as crises voltaram, inicialmente não muito perceptíveis, ficava com muito sono e dormia onde estivesse. Dias depois voltaram e com maior intensidade de sintomas e de duração. Novamente a dosagem da medicação foi adequada e associada à outra.
Descobri que a epilepsia pode se manifestar de várias formas, não apenas com convulsões como eu imaginava, existem mais de 30 tipos de manifestações diferentes.

Falar em crises de ausência em pessoas com autismo, pode parecer redundante, afinal ficam mais quietos e introspectivos normalmente e isso me preocupa, pois algumas vezes essas crises podem passar desapercebidas, tanto em casa como em outros ambientes, por isso resolvi escrever sobre o assunto e deixar algum material, para que tanto pais quanto profissionais que trabalham diretamente com nossos filhos, saibam que no caso da criança/jovem parecer “mais quieto” com muita frequência , devem ficar alertas.
Outro fator que me chamou a atenção, é que em alguns tipos de crise, nem sempre a pessoa fica parada - pode apenas ficar desorientada, andar sem rumo, ficar mexendo na roupa, fazer movimentos de mastigação.
Minha intenção não é assustar ninguém mas sim, mostrar que o problema existe como proceder nessa situação.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Blog Floortime Brasil

Dica de blog para ler a respeito de interação sensorial, floortime/DIR e autismo. Orienações muito boas da Terapeuta Ocupacional Ariela Goldstein:

http://www.floortimebrasil.blogspot.com/

Acompanhe também o blog http://www.topediatrica.blogspot.com/ da mesma autora.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Experiências inovadoras de inclusão na escola serão premiadas em 2010

Fonte: PORTAL DO MEC

Foi lançado nesta quarta-feira, 11, em Brasília, o Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas – A Escola Aprendendo com as Diferenças. O propósito é o de difundir experiências escolares inovadoras na inclusão de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades-superdotação nas classes comuns do ensino regular.

“Mais humanidade significa mais inclusão”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante a solenidade de lançamento do prêmio. O ministro acredita que o Brasil tenha encontrado um rumo promissor na educação inclusiva. “As políticas públicas são o desdobramento natural da mudança de mentalidade da sociedade a favor do convívio com as diferenças”, afirmou.

De acordo com a secretária de educação especial do Ministério da Educação, Cláudia Dutra, a intenção do prêmio é impulsionar todas as escolas públicas a elaborarem propostas de educação inclusiva. “A exclusão ocorre por falta de acessibilidade e porque, muitas vezes, não há mudanças nas práticas pedagógicas e nas atitudes da comunidade escolar”, relatou.

O prêmio vai contemplar cinco experiências, uma de cada região do país, desenvolvidas por diretores, professores, pais ou alunos. Haverá, ainda, menção honrosa para trabalhos na educação infantil. As experiências devem ter sido iniciadas em 2008 ou 2009 e estar em curso em 2010. Cada escola deve concorrer com apenas um trabalho.

As inscrições serão abertas na segunda-feira, dia 16, e se estenderão até 12 de março de 2010. Devem ser feitas pela internet ou pelos Correios. A análise das experiências vai até 30 de abril de 2010. A cerimônia de premiação está prevista para o 6º Seminário Nacional do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, que será realizado em maio do próximo ano.

Entre os critérios de avaliação e seleção das experiências estão a promoção de acessibilidade na escola, o trabalho colaborativo e a participação da família e da comunidade. A comissão julgadora será composta por dez especialistas em educação. As escolas receberão como prêmio R$ 8 mil, um diploma, intercâmbio para conhecer outra experiência premiada e publicação do trabalho.

A iniciativa do prêmio é da Secretaria de Educação Especial (Seesp) do MEC e da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) e tem o apoio da Fundação Mapfre, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

UNESCO "Compreender e responder às necessidades das crianças em salas de aula inclusivas"

Vi na lista do EDUCAUTISMO hoje, uma mensagem que me chamou a atenção e vou repassar aqui, são ações simples que podem fazer a diferença para crianças com necessidades especiais em salas de aula inclusivas.

"Foi traduzido traduzido do inglês e digitado em São Paulo por Maria Amélia Vandré Xavier, Rede de Informações Área Deficiências e Projeto Futuridade – Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Fenapaes, Brasília (Diretoria para Assuntos Internacionais), Rebrates, SP, Carpe Diem, SP, Sorri Brasil, SP, Inxlusion InterAmericana e Inclusion International em 3 de novembro, 2009."

Extraído das páginas 57 e 58 do documento da UNESCO “Understanding and Responding to Children´s Needs in Inclusive Classrooms” Que pode ser lido em pdf, na íntegra, em Inglês no link: http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001243/124394E.pdf

Atribuo esse post ao projeto Todos pela Educação, que prevê 5 metas que o Brasil deve alcançar na educação até 2022 e a educação inclusiva faz parte disso!





*ESTRATÉGIAS DE ENSINO ( Teaching strategies)*

Já que os professores, não diríamos a maioria mas em grande número, encontram desafios em se comunicar com muitas crianças com deficiências em suas salas de aula, são muito bem vindas as recomendações que a UNESCO faz sobre estratégias de ensino, baseadas em depoimentos de muitos professores ao redor do mundo. Vamos a elas:

*Estratégias de ensino*
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*Mostrem à criança o que vocês querem que ele ou ela faça em vez de simplesmente dizer a ela o que querem.*
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*Usem palavras simples quando derem instruções e chequem se a criança entendeu.*
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*Usem objetos verdadeiros que a criança possa sentir e manejar em vez de fazer trabalho com papel e trabalho de lápis. Procurem ligar as lições às experiências e à vida diária da criança.*
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*Realizem uma atividade de cada vez e completem-na. Deixem claro quando uma tiver terminado e a outra está começando.*
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*Dividam a tarefa em passos pequenos ou objetivos de aprendizado. Façam com que a criança comece com o que ele ou ela é capaz de fazer antes de passar para um passo mais difícil. Voltem para uma etapa mais fácil se a crianças encontrarem problemas. Por exemplo, ao aprender a desenhar um círculo a criança pode colorir na forma; a seguir passem para juntar os pontos para fazer uma forma; a seguir copiem formas de uma amostra e assim por diante.*
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*Ofereçam muitos elogios e encorajamento quando a criança se sair bem.*


* *
*Dêem às crianças uma prática extra na execução da tarefa - isto algumas vezes é chamado de “superaprendizado” porém garante que a criança tenha dominado a habilidade e aumenta a confiança das crianças. Contudo, sejam razoáveis. Muitas pessoas com deficiências intelectuais lembram seus dias de escola como sendo cheios de fazer repetidamente sempre as mesmas coisas, e nunca aprenderem coisas novas.*
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*As crianças precisam praticar a habilidade com materiais diferentes. Por exemplo, ler palavras quando estão escritas em cartões (flash cards) e folhas de exercício e ler livros. A escrita pode ser praticada sobre areia, com pintura de dedos, com crayons e lápis e caneta. Isso se chama generalizar o aprendizado da criança.*
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*Consigam a ajuda de um membro da família, que irá fazer a ´ lição de casa ` com a criança, fazendo uma revisão do que foi feita na sala de aula nesse dia.*
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*Coloquem um par para a criança, para que esse colega possa ajudar a focar a atenção da criança e ajudar nas atividades dadas à classe. Façam que a criança tenha como par alunos mais capazes. Quando estes tenham terminado seu trabalho podem ajudar a criança mais vagarosa com a tarefa. Distribuam tarefas que possam todas elas contribuir ao próprio nível das crianças, e trabalhem em conjunto a tarefa designada. Distribuam tarefas para o grupo todo nas quais os outros estudantes dependam da contribuição dada pela criança com deficiência intelectual. Pode-se pedir a outros alunos que ajudem a criança na hora do recreio, no uso de banheiro e assim por diante. No caso de tarefas individuais tenham algumas atividades de que a criança gosta e pode resolver por si só a fim de que assim não perturbem as outras crianças.*
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*Não dêem atenção a comportamento indesejável se a criança estiver fazendo isso para conseguir atrair sua atenção. Ofereçam elogio e atenção quando o comportamento da criança for aceitável.*
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*Encaminhamento*

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* Uma gama de profissionais diferentes pode ser capaz de ajudar professores se estiverem disponíveis. Por exemplo:*
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• *Fono-audiólogos podem orientar sobre atividades que possam ajudar as crianças a adquirir e desenvolver linguagem, a aprender meios alternativos de comunicação e melhorar a fala.*
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• *Terapeutas físicos ( algumas vezes chamados fisioterapeutas) podem ter condições de sugerir atividades que ajudem a coordenação motora.*
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• *Terapeutas ocupacionais são treinados para ajudar em habilidades funcionais tais como comer e vestir-se. Eles também podem elaborar ou recomendar ajudas especiais para ajudar a criança com limitação física a sentar-se ou se alimentar.por si.*
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• *Psicólogos podem ter condições de ajudar nos programas de ensino e nas maneiras de gerenciar o comportamento das crianças.*
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• *Assistentes sociais podem orientar com aconselhamento à família e apoio.*
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• *Professores especializados podem orientar como elaborar programas de aprendizado com notas numa gama de matérias escolares.(Unidade 3).*
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*O ideal será que estes profissionais venham até a escola e à casa da criança a fim de trabalhar diretamente com a criança, os professores e os pais.*
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10 perguntas

Hoje, o blog Futuro do Presente, da minha amiga Ana Cláudia Bessa, cedeu seu espaço para uma entrevista. Dentro da minha experiência pessoal, procurei ser o mais objetiva possível para os primeiros sinais do autismo, diagnóstico, intervenções e terapias, falta de políticas públicas, preconceitos, inclusão social e escolar.

Para ler a entrevista:
Autismo: 10 perguntas para uma mãe
*Renata acho que responde ao seu comentário =)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Procurando Alternativas...

video

Esse vídeo foi feito no final do ano passado, quando Gabriel estava começando a estruturar as sentenças do PECS.

Hoje elas já são mais complexas, pede por exemplo "eu quero" "giz de cera" e "papel ou "eu quero" "massinha de modelar" "preta". Inserimos cores e tamanhos... mais referências para facilitar e quando, na pasta não tem a referência, ele solicita ajuda: "eu quero" "ajuda" e então saimos procurar o que ele deseja.

A idéia é simples e muito eficiente!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Calendário e painéis

Já estou para mostrar faz algum tempo como é o painel/calendário semanal que o Gabriel usa em casa. Separei de forma simples as manhãs e tardes, procuro organizar os principais eventos que acontecerão e deixar a semana toda organizada. Havendo mudanças, procuro fazer as alterações com o máximo de antecedência possível. Observe a seta vermelha, todas as noites, antes de deitar, fazemos a alteração para o próximo dia.
Durante as férias, o modelo anterior não funcionou muito bem, então fiz um calendário mensal mesmo, e todos os dias fazíamos um X vermelho, assim ele soube que ao final de todos os dias marcados, ele voltaria ao Conviver. Esse eram os compromissos fixos, fui estruturando com mais referências conforme eles iam aparecendo.

A seguir, o painel móvel utilizado na escola, é bem simples, uma pastinha, mas pode ser um papel cartão dobrado e plastificado como ele usa no Conviver.




Nesse exemplo fiz a simulação de uma tarde na escola, a idéia é mostrar que cada atividade vai terminar e que outra virá em seguida. Assim ele tem previsibilidade e sabe exatamente o que é esperado dele.


Obs. São paineis simples, mas é importante lembrar que a criança precisa ter uma boa comprensão de gravuras e desenhos mais abstratos, no início é preciso referências concretas, além disso é preciso que a criança tenha um mínimo de treinamento nessa metodologia. Conforme a evolução da alfabetização, as gravuras podem ser substituídas por palavras.